Minha memória é um enorme banco de dados, uma máquina de produzir lembranças a todo instante. Lembro de todas as roupas, de todas as cores, de todos os cheiros e sabores.
Consigo lembrar de quando eu era uma girininha, de aproximadamente 3 anos, e desobedeci minha mãe... saí do box toda molhada, escorreguei e machuquei minha boquinha (que na época ainda era boquinha) e fiquei chorando. Isso foi em Paraiba do Sul, até meu pai tava lá. Lição: Nunca mais, nos 17 anos que passaram, eu saí do box molhada ou sem pisar no tapete.
Lá na roça, quando o meu quarto ainda era sala de televisão, eu brincava de Barbie com a minha vovó Mella no sofá branco, ela implicava comigo, dizia que se eu não deixasse ela ficar com a mais bonita ela não brincaria mais. Ok, vó, fica com a Barbie Carnavalesca.
E numa noite escura, há muitos anos eu falei que ia vir embora pro Rio, que ia vir sozinha. Eu devia ter 5 anos... Meu avô me deu a chave do chevetinho dele e falou: "Pega o carro e vai." E eu, com aquela vozinha de criança e olhar de cachorrinho respondi: "Mas eu não sei dirigir, como que eu vou?"
Tudo isso parece que aconteceu ontem.
Teve o nosso Clube da Malhação, que era um quarto com uma cama de 2 andares montada por 2 amigas, que na época eram inseparáveis, num quarto de hóspedes da casa da Vó Xica.
E os desenhos que minha avó fazia, de mim e da Didi. Eu com boquinha de coração e a Didis com boca de caçapa. hahaha. Disso, nós rimos até hoje!
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